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ADUBAÇÃO VERDE EM CITROS

ADUBAÇÃO VERDE EM CITROS

Por: Dr. Renato Ragoozo – Eng. Agrônomo

 

Na década de 90 o uso das plantas de cobertura na citricultura tiveram o seu maior desenvolvimento. No campo dominou a técnica de plantio e manejo, e na pesquisa comprovou a sua efetividade de custo-benefício.

A prática e a pesquisa confirmam que os adubos verdes melhoram as condições físicas, químicas e biológicas do solo, diminuem a emergência de plantas invasoras, que concorrem em água, luz e nutrientes com a laranjeira e substituem parte da aplicação de nitrogênio mineral em pomares de citros em formação.

Além de todos esses benefícios, os adubos verdes aumentam a produtividade resultando numa relação custo/beneficio muito positiva para o citricultor.

A seguir serão apresentados alguns resultados, todos baseados em trabalhos científicos que mostram e comprovam claramente os benefícios dos adubos verdes:

RECICLAGEM DE NUTRIENTES E FIXAÇÃO DE NITROGÊNIO

A avaliação da produção de biomassa e nutrientes nos adubos verdes intercalares à cultura do citros demonstram a quantidade de nutrientes que compõe estas leguminosas e o quanto poderá enriquecer o solo, sendo disponibilizados futuramente para a laranjeira.

Tratamentos Macronutrientes kg/ha Micronutrientes g/ha
N P2 O5 K2 O Ca Mg S B Cu Fe Mn Zn
Crotalária juncea 183 39 204 105 52 13 236 92 4.2 721 275
Crotalária spectabilis 44 10 56 38 10 3 74 30 561 170 64
Guandu 144 30 131 55 21 10 157 82 3.1 506 144
Mucuna-preta 86 19 73 39 14 6 93 64 8.1 612 103
Mucuna-anã 91 15 55 32 14 7 91 74 5.8 714 105
Lab-lab 67 19 69 42 19 7 93 32 4.6 578 100
Feijão-de-porco 169 31 138 109 30 11 169 42 4.0 780 133

Obs. Quantidade de nutrientes considerando plantio em área total; para área de citros utilizada, considerar 50% dos valores.

CAPACIDADE DE ARMAZENAMENTO DE ÁGUA

As coberturas vegetais aumentam a capacidade de armazenamento de água no solo em profundidade quando compara-se com o manejo convencional, isto é, gradagens nas entrelinhas.

DESCOMPACTAÇÃO, ESTRUTURAÇÃO E AERAÇÃO DO SOLO

Em diversos trabalhos de pesquisa, constatou -se o aumento da distribuição percentual de raízes em profundidade nos tratamentos com adubos verdes, inclusive o rompimento de camadas adensadas, além do aumento da macroporosidade e redução na densidade do solo.

ATIVIDADE BIOLÓGICA DO SOLO

É notável a influência positiva dos adubos verdes nas interações microbiológicas do solo, decorrente da maior quantidade de biomassa microbiana e atividade enzimática.

MANEJO DE PLANTAS DANINHAS

A redução da produtividade do citros pela concorrência com as plantas invasoras é bastante conhecida e os adubos verdes são poderosas ferramentas na diminuição da emergência destas plantas.

AUMENTO DA PRODUTIVIDADE DOS CITROS

Trabalhos de diversos pesquisadores confirmaram o ganho de produtividade dos citros com a utilização de adubos verdes através de experimentos instalados em São Paulo, Bahia e Sergipe, além de um custo/beneficio muito positivo, conforme quadro abaixo:

Tratamentos Caixas/planta

2003

Caixas/planta

2004

Plantas/ha Total caixas/ha

2003 e 2004

Feijão-de-porco 1,96 2,50 357 1592,22
Guandu-anão 2,06 2,53 357 1638,63
Lab-lab 2,02 2,52 357 1620,78
Braquiária 2,00 2,12 357 1470,84

 

SUGESTÕES DE MANEJO DE COBERTURAS VEGETAIS EM CITROS PARA UM POMAR DE CITROS EM PRODUÇÃO:

1) Aplicação de herbicidas nas linhas da cultura e nas entrelinhas onde os adubos verdes serão semeados;

2) Aplicar a parcela da adubação para a cultura da laranja, diminuindo desta forma o excesso de movimentação sobre as plantas de cobertura;

3) Efetuar o controle de pragas, principalmente os ácaros da falsa ferrugem e da leprose. É interessante associar produtos de residual longo evitando entradas sucessivas no pomar;

4) Plantio direto dos adubos verdes. É de fundamental importância ter em mãos a análise química de solo das entrelinhas do pomar, pois estes respondem muito bem a solos corrigidos, ao fósforo e ao potássio. Estes devem ser plantados a 50cm de distância da projeção da copa da laranjeira, espaçadas à 50cm uma linha da outra;

AS ESPÉCIES MAIS RECOMENDADAS SÃO: GUANDU-ANÃO, FEIJÃO-DE-PORCO E LABLAB.

5) Após o plantio, os adubos verdes dispensam quaisquer outros tipos de tratos culturais, devendo ser manejados na época do pleno florescimento, ocasião em que estão no auge de acumulação de nutrientes;

6) Uma opção bastante vantajosa, quando ocorrer o manejo dos adubos verdes, é direcionar todo este rico material para as linhas da cultura da laranja, aproveitando melhor seus nutrientes e diminuindo a emergência de plantas daninhas. Atualmente existem no mercado roçadeiras que permitem este tipo de operação.

Brasil participa de descoberta inédita sobre mecanismo de defesa de plantas

Brasil participa de descoberta inédita sobre mecanismo de defesa de plantas

Brasil participa de descoberta inédita sobre mecanismo de defesa de plantas

Por:  Marcos Vicente / Grupo Cultivar

(https://www.grupocultivar.com.br/noticias/brasil-participa-de-descoberta-inedita-sobre-mecanismo-de-defesa-de-plantas)

A investigação focou no potencial funcional do microbioma da raiz na proteção das plantas contra infecções de fungos.

Um grupo de cientistas da Holanda, Brasil e Estados Unidos, com a participação da Embrapa Meio Ambiente (SP), descobriu que as plantas, quando atacadas por patógenos nas raízes, são capazes de interagir com fungos e bactérias do solo para se proteger de doenças em uma escala muito mais complexa e ampla do que já era conhecida pela ciência. A exploração desses mecanismos abre possibilidades para o controle de doenças e pragas agrícolas, incluindo a descoberta de novas moléculas. Estudos desse tipo pavimentam o caminho para uma agricultura mais sustentável, diminuindo a necessidade do uso de químicos no controle de doenças.

O artigo descreve como a flora microbiana que vive dentro das raízes defende naturalmente as plantas contra a invasão de patógenos causadores de doenças, uma descoberta inédita.

Em 2011, a equipe já havia publicado outro artigo, no qual descreveu o modo como as plantas controlam o recrutamento de bactérias benéficas na rizosfera, que é o solo mais próximo das raízes, e as usam para se proteger de doenças.

A terceira linha de defesa

No novo trabalho, os cientistas quiseram ampliar a compreensão da complexa interação entre a planta e seu microbioma. Com esse objetivo, eles investigaram os patógenos que alcançam o interior das raízes. Para isso, os microrganismos têm de transpassar a rizosfera (a primeira linha de defesa) e o tecido da planta (segunda linha de defesa). Nesse trabalho, os pesquisadores descobriram uma terceira linha de defesa contra a infecção: uma modulação do microbioma que vive dentro das raízes.

O método empregado usou a abordagem metagenômica e de inferência de redes complexas para guiar a construção de um consórcio de bactérias Chitinophaga e Flavobacterium, introduzido nas raízes para neutralizar a doença. Posteriormente, o grupo usou a técnica CRISPR para confirmar o grupo de genes NRPS-PKS como responsável pela supressão da doença no interior da planta.

Na prática, resultados destacaram que o microbioma endofítico das raízes abriga uma variedade de características funcionais ainda pouco conhecidas que, em conjunto, podem proteger a planta de dentro para fora.

O pesquisador da Embrapa Rodrigo Mendes, um dos autores do artigo, conta que esse estudo representa um marco na pesquisa de microbiomas de plantas. “Há muito tempo conhecemos a importância dos microrganismos endofíticos para a promoção do crescimento e da saúde das plantas, mas ainda sabemos muito pouco sobre a diversidade genômica e funcional do microbioma endófito e suas interações com a planta e patógenos. Seguindo os passos do fungo ao infectar a planta, dissecamos o processo e usamos técnicas moleculares avançadas para elucidar os mecanismos que governam a defesa da planta”, revela.

A descoberta das bactérias defensoras

A investigação focou no potencial funcional do microbioma da raiz na proteção das plantas contra infecções de fungos. Utilizando técnicas avançadas de diferentes abordagens (como inferência de rede e metagenômica), os cientistas identificaram consórcios de bactérias encontrados em solos desfavoráveis (supressivos) ao desenvolvimento do fungo Rhizoctonia solani, causador de doenças em diversas plantas como arroz, trigo e beterraba sacarina. As técnicas foram empregadas também para identificar agrupamentos de genes funcionais de microrganismos que habitam esses solos.

Os cientistas analisaram mudas de beterraba cultivadas em solo supressivo à R. solani para identifficar os microrganismos associados à supressão de doenças, caracterizando grupos de genes biossintéticos (BGCs). O passo seguinte foi reconstruir o consórcio sintético de microrganismos endofíticos e, finalmente, direcionar as mutações para testar o papel de BGCs específicos na resposta à doença.

Os experimentos mostraram que, sob invasão de patógenos, bactérias dos gêneros Chitinophagaceae e Flavobacteriaceae se enriqueceram na endosfera da planta e atacaram o fungo. Elas mostraram atividades enzimáticas aprimoradas que provocaram a degradação da parede celular dos fungos. Ainda não se sabe onde esses dois gêneros bacterianos estão localizados no tecido radicular e como eles interagem no nível molecular na endosfera.

“Os resultados desse estudo destacam a riqueza de gêneros microbianos ainda desconhecidos e suas características funcionais no microbioma endofítico da raiz, questões que estimulam a continuidade e o aprofundamento dos estudos”, declara Mendes.

“Sementes de aveia preta são as mais utilizadas para cobertura de solo”

“Sementes de aveia preta são as mais utilizadas para cobertura de solo”

A soja é o carro-chefe do setor sementeiro brasileiro, pelo menos em área plantada e volume produzido. Os campos de sementes da oleaginosa somaram 2,109 milhões de hectares nas duas safras do ciclo 2017/18, cerca de 70% do total declarado no Sistema de Gestão da Fiscalização (Sigef), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O volume de sementes foi estimado em 8,221 milhões de toneladas, quase 75% da quantia total das espécies mais cultivadas. O segundo maior resultado é obtido pela semente de milho, com área de 233,943 mil hectares e produção de 834,605 mil toneladas, no ciclo em destaque. As posições seguintes são ocupadas pelas sementes de trigo, com área de 171,384 mil hectares e estimativa de 567,556 mil toneladas, e de forrageira tropical, com área de 238,340 hectares e produção de 295,058 toneladas. O volume é estimado, porque depende das condições durante o desenvolvimento da planta e também do beneficiamento, que segue critérios definidos para garantir as características originais do insumo. A aveia preta é a quinta semente mais produzida no País. O plantio da espécie está concentrado nos estados da região Sul. A produção chegou a 275,486 mil toneladas em 2018, superando as 230,025 mil toneladas do ano anterior, de acordo com dados do sistema do Mapa. O Estado de Santa Catarina lidera, com 166,568 mil toneladas em 2018, com acréscimo de 29,478 mil toneladas em relação ao ano anterior. O Rio Grande do Sul espera colher 81,397 mil toneladas, acima das 68,024 mil toneladas do ano anterior.

aveia-preta

aveia-preta

aveia-preta

A semente de aveia preta colhida no Estado é mais utilizada como cobertura de solo para outras culturas, como a soja, destaca o engenheiro agrônomo Valmir Pavesi, secretário-executivo da Associação dos Produtores de Sementes e Mudas do Estado de Santa Catarina (AproseSC). Na safra 2019, segundo ele, a área plantada em Santa Catarina ficou semelhante à do ano anterior. A semente de aveia preta começa a ser colhida em novembro. NA EUROPA O primeiro lote de 24 toneladas de sementes de aveia preta foi embarcado pelo País em fevereiro de 2019. A semente convencional de aveia preta foi produzida pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e certificada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A IAPAR 61 foi importada pela França. Esse primeiro envio teve significado importante para todo o comércio internacional de sementes a partir do Brasil. O importador vai multiplicar o material para comercializar na França. Esta foi a primeira cultivar desenvolvida pelo Iapar, em 1993. A aveia preta pode ser cultivada tanto para alimentação animal quanto para cobertura vegetal. A planta continua sendo a preferida dos produtores porque permite oito a nove ciclos de pastejo. Amostras da semente foram enviadas para outros países europeus. Em 47 anos de história, o Iapar lançou as cultivares de aveia preta IAPAR 61 e IPR Cabocla, as duas para uso como forrageira e cobertura solo; IPR 126, IPR Esmeralda e IPR Suprema, de aveia branca forrageira; e, ainda, IPR Afrodite e IPR Artemis, destinadas à produção de grãos para alimentação humana e animal.” Fonte: AGROLINK – 21/10/2019 www.agrolink.com.br/noticias

A Sementes Piraí comercializa a aveia-preta, entre no link https://pirai.com.br/produto/aveia-preta/ e saiba mais!

Adubação verde é indicada para o cultivo  convencional e orgânico de frutas e hortaliças

Adubação verde é indicada para o cultivo convencional e orgânico de frutas e hortaliças

Piraí Sementes vai apresentar os benefícios da prática
para o solo e as plantas durante a Hortitec 2019

A adubação verde é uma importante aliada dos produtores de hortifruti, pois aumenta a produtividade com menos impactos ambientais e redução de custos. Isso porque os adubos verdes produzem grande quantidade de biomassa, fornecem nutrientes e melhoram consideravelmente a qualidade do solo naturalmente, além de custarem menos que os fertilizantes químicos. Os grandes diferenciais dessas plantas é que fixam nitrogênio no solo e auxiliam no controle de pragas e doenças, principalmente de nematoides e daninhas.

De acordo com o diretor comercial da Pirai Sementes, o engenheiro agrônomo José Aparecido Donizeti, no caso da fruticultura, a adubação verde é feita de forma intercalar, nos espaços entre as linhas das plantas. “Deve-se utilizar espécies de porte baixo e não trepadoras, como a crotalária-breviflora, o feijão-de-porco e a mucuna-anã no plantio de primavera-verão. Já no outono-inverno, as espécies indicadas são aveia-preta, nabo-forrageiro e tremoço-branco”, explica.

Para as hortaliças, a modalidade de plantio é em rotação/sucessão, ou seja, na sequência da colheita da cultura principal. No período de primavera-verão recomenda-se a semeadura de crotalária-spectabilis e milheto, e no outono-inverno, de aveia-preta. Por serem culturas de ciclo rápido, a rotação com adubos verdes pode ser feita várias vezes ao ano.

Donizeti orienta que a utilização dos adubos verdes quebra o ciclo de pragas, doenças e nematoides, reduzindo o custo de controle. Além do ganho de produtividade com a fixação de nitrogênio e melhora da qualidade do solo. “A fertilidade aumenta, favorecendo as plantas, e evita a degradação e empobrecimento dos solos. Somado a isso, o uso contínuo da adubação verde ajuda a descompactar o solo, melhorando sua capacidade de infiltração e armazenamento de água”, fala o diretor.

Ele também destaca que a adubação verde diminui a utilização de adubos e defensivos químicos, promovendo uma agricultura de baixo impacto ambiental e à saúde. “A prática pode também ser utilizada por produtores orgânicos certificados.”

Piraí Sementes

Referência em sementes para adubação verde, está há 40 anos no mercado. Instalada em Piracicaba/SP, a qualidade de seus produtos é garantida pela seleção criteriosa dos campos de produção, pela tecnologia de beneficiamento e análise das sementes e, principalmente, pela equipe técnica responsável por todo o processo.

Comercializa sementes de aveia-preta, crotalária-breviflora, crotalária-juncea, crotalária- ochroleuca, crotalária-spectabilis, feijão-de-porco, guando-forrageiro arbóreo, guandu-forrageiro anão, lab-lab, milheto, mucuna-cinza, mucuna-preta, nabo-forrageiro e tremoço-branco.

Hortitec 2019

A Piraí Sementes estará na 26ª Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas, que acontece de 26 a 28 de junho, no Parque de Exposições da Expoflora, em Holambra (SP). A edição 2019 vai reunir 430 empresas expositoras e espera receber mais de 30 mil visitantes, em cerca de 30 mil m² da exposição. Venha conhecer o portfólio da Piraí Sementes no Pavilhão Marrom, estande 15.

Mucunas são indicadas para recuperação de solos degradados e controle de daninhas

Mucunas são indicadas para recuperação de solos degradados e controle de daninhas

Adubação verde é indicada para cultivo convencional e orgânico

As mucunas – cinza e preta – são leguminosas rústicas para adubação verde indicadas para recuperação de solos degradados pela sua grande capacidade de produzir biomassa em condições adversas. Além disso, auxiliam no controle de plantas daninhas e fixam nitrogênio, até 180 kg/ha. De abril até agosto, é a época ideal de plantio, germinação e desenvolvimento, nas regiões Norte e Nordeste por conta do período das chuvas. Já no Centro-Oeste, podem ser plantadas tardiamente, desde que tenham precipitações.

Essas leguminosas são indicadas em áreas de Cerrado, pois suportam temperaturas elevadas, mas necessitam de umidade suficiente para germinação e desenvolvimento, podendo ser cultivadas agora no final do período de chuva dessa região.

De acordo com o diretor comercial da Piraí Sementes, José Aparecido Donizeti, a adubação verde com leguminosas proporciona diversas vantagens, como a economia com fertilizantes nitrogenados, grande rendimento por área, sistema radicular profundo, que ajuda a descompactar o solo e simbiose com bactérias fixadoras de nitrogênio. “Já a rotação de culturas é benéfica à melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo, ao controle de plantas daninhas, bem como ao de doenças e pragas, à reposição de restos orgânicos, e à proteção do solo contra a ação dos agentes climáticos.”

Todas as sementes indicadas para adubação verde podem ser utilizadas em cultivos convencionais e orgânicos. A Piraí Sementes oferece orientação técnica para o plantio e manejo das variedades que comercializa.

Piraí Sementes

Referência em sementes para adubação verde, está há 40 anos no mercado. Instalada em Piracicaba/SP, a qualidade de seus produtos é garantida pela seleção criteriosa dos campos de produção, pela tecnologia de beneficiamento e análise das sementes e, principalmente, pela equipe técnica responsável por todo o processo.

Comercializa sementes de aveia-preta, crotalária-breviflora, crotalária-juncea, crotalária-ochroleuca, crotalária-spectabilis, feijão-de-porco, guando-forrageiro arbóreo, guandu-forrageiro anão, lablab, milheto, mucuna-cinza, mucuna-preta, nabo-forrageiro e tremoço-branco.

Flávia Romanelli – jornalista especializada em agronegócio

Crotalárias reduzem em até 80% a infestação de nematoides e fixam nitrogênio no solo

Crotalárias reduzem em até 80% a infestação de nematoides e fixam nitrogênio no solo

A crotalária-breviflora é uma leguminosa anual, que apresenta grande potencial de uso quando plantada na sucessão, como cultura de segunda safra, para controle de nematoides. Também pode ser utilizada no plantio intercalar com o milho e outras culturas da segunda safra, devido ao seu pequeno porte, garantido fixação de cerca de 100 kg/ha de nitrogênio no solo. Para esses benefícios, a fase de plantio da leguminosa vai até meados de março para a região Centro-Oeste. Já nas regiões Norte e Nordeste, o plantio segue no período das chuvas.

De acordo com a nematologista da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), Rosangela Silva, o plantio da crotalária reduz em até 80% a incidência de nematoides se a leguminosa for bem formada. “Além disso, ainda disponibiliza nitrogênio no solo, auxiliando na nutrição da cultura posterior”.

O consórcio da crotalária com o milho pode ser uma alternativa mais rentável ao produtor, explica o diretor comercial da Piraí Sementes, José Aparecido Donizeti. “Além de estar fazendo o controle dos nematoides e garantindo a fertilidade do solo, o agricultor ainda deve lucrar com a produção do milho de segunda safra.”

A Piraí Sementes é uma das principais fornecedoras de sementes de Crotalária-breviflora e oferece ainda orientação técnica para o plantio e manejo.

Flávia Romanelli – jornalista especializada em agronegócio